Educadoras infantis da rede municipal de ensino de Paulínia realizaram uma paralisação de braços cruzados ao longo desta quinta-feira, 27 de agosto de 2026
A mobilização concentrou dezenas de servidoras em frente ao Paço Municipal para reivindicar a equiparação salarial com o restante do magistério e o cumprimento de acordos de carreira
De acordo com dados oficiais da Prefeitura de Paulínia, a rede atende 1.836 crianças em creches, das quais 1.200 alunos foram diretamente afetados com a interrupção dos serviços
O impasse trabalhista repercute em todo o circuito regional do interior paulista — que abrange os polos industriais do eixo da Rodovia Dom Pedro I (SP-065) e da Rodovia Anhanguera (SP-330).
Redução nos vencimentos e reivindicações da categoria
Segundo o Sindicato dos Trabalhadores do Serviço Público Municipal de Paulínia (STSPMP), a paralisação ocorre após oito meses de tratativas sem avanço concreto
A entidade sindical afirma que as profissionais que atuam na primeira infância sofreram uma redução nos vencimentos de aproximadamente 35% desde o ano passado, fruto do cumprimento de uma Ação Direta de Inconstitucionalidade (ADIN) sobre a legislação local
A categoria contesta os três projetos de lei encaminhados pelo Executivo à Câmara Municipal
"As profissionais das creches não são professoras pela metade, são professoras por inteiro e exercem papel pedagógico fundamental para o desenvolvimento infantil", diz o comunicado do movimento unificado
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Prefeitura cita limites fiscais e alerta para desconto em folha
Em nota oficial encaminhada à imprensa, a Administração Municipal lamentou os transtornos causados às famílias e informou que a ausência injustificada poderá resultar no desconto do dia de trabalho na folha de pagamento, conforme a legislação vigente
O governo destacou que atendeu a demandas administrativas históricas, como a alteração da nomenclatura para Professoras de Educação Infantil, recesso escolar e a regulamentação de 1/3 da jornada para planejamento extraclasse
No entanto, alegou que os limites da Lei de Responsabilidade Fiscal (LRF) impedem, no momento, a concessão do reajuste pleiteado
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Remuneração Média Local: A Prefeitura informou que a média salarial da categoria no município é de R$ 8.500
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Piso Nacional: O valor pago no município permanece acima do piso nacional federal para a categoria, estipulado em R$ 5.130
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Pleito do Sindicato: O movimento reivindica o retorno à média anterior à ADIN, que girava em torno de R$ 10.500
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Resumo do Impasse nas Creches Municipais
| Detalhes da Mobilização | Informações Oficiais |
| Data da Paralisação |
Quinta-feira, 27 de agosto de 2026 (Até às 17h) |
| Impacto na Rede pública |
1.200 alunos afetados de um total de 1.836 matriculados |
| Pauta Principal |
Equiparação salarial com a carreira de PEB e revisão de projetos de lei |
| Posição da Prefeitura |
Diálogo mantido, limite orçamentário fiscal e risco de corte de ponto |
FAQ – Perguntas Frequentes
Por que as educadoras de creche de Paulínia entraram em paralisação?
As profissionais cobram a equiparação salarial com as demais professoras da rede municipal após sofrerem uma redução de cerca de 35% nos vencimentos decorrente de decisão judicial em 2025
Quantos alunos ficaram sem aula devido à paralisação na região?
De acordo com a Prefeitura de Paulínia, cerca de 1.200 crianças das creches municipais foram impactadas com a paralisação
A Prefeitura de Paulínia vai cortar o ponto das servidoras que paralisaram?
Em nota, a administração informou que a ausência das servidoras poderá resultar no desconto do dia trabalhado na folha de pagamento
Fonte/Créditos: Lucas Oliveira / Redação Valor Paulínia
Créditos (Imagem de capa): Divulgação G1
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